
“Meu osso ficou fraco na menopausa”: Por que isso acontece?
Muitas mulheres chegam ao consultório com essa preocupação após a menopausa: “Doutora, meus ossos ficaram mais fracos?” Essa dúvida é muito comum e tem relação direta com as mudanças hormonais que acontecem nessa fase da vida. Durante a vida reprodutiva, o organismo da mulher produz estrogênio, um hormônio que tem um papel muito importante na proteção dos ossos. Ele ajuda a manter o equilíbrio entre a formação e a perda de massa óssea. Com a chegada da menopausa, os níveis de estrogênio diminuem de forma significativa. Como consequência, a perda de massa óssea pode acontecer mais rapidamente, deixando os ossos mais frágeis. Nesse processo, podem surgir duas condições relacionadas à saúde óssea: Osteopenia: é uma redução da densidade dos ossos, considerada uma fase inicial de perda óssea. Ainda não é osteoporose, mas indica que os ossos já estão mais frágeis do que o ideal. Osteoporose: ocorre quando a perda de massa óssea é mais intensa, aumentando o risco de fraturas, especialmente em regiões como coluna, quadril e punhos. Muitas vezes essas alterações são silenciosas, ou seja, não causam sintomas, e acabam sendo descobertas apenas quando se realiza um exame específico. O principal exame para avaliar a saúde dos ossos é a Densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos e ajuda a identificar precocemente osteopenia ou osteoporose. Além dos exames, alguns cuidados são muito importantes para proteger os ossos após a menopausa: Manter uma alimentação rica em cálcio e vitamina D Praticar atividade física regularmente, especialmente exercícios de fortalecimento muscular Tomar sol de forma segura para estimular a produção de vitamina D Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool Manter acompanhamento médico regular Em alguns casos, dependendo do resultado da densitometria e do risco individual de fraturas, o médico pode indicar tratamentos específicos para fortalecer os ossos. O mais importante é saber que a osteopenia e a osteoporose podem ser prevenidas, acompanhadas e tratadas. Cuidar da saúde óssea é fundamental para manter a autonomia, a mobilidade e a qualidade de vida ao longo dos anos. A menopausa é uma nova fase da vida, e com informação e acompanhamento adequado, é possível atravessá-la com saúde e bem-estar.

Quem usa Mounjaro tem mais risco de engravidar?
Essa é uma dúvida muito frequente no consultório e merece atenção. O Mounjaro (tirzepatida) é um medicamento utilizado para diabetes tipo 2 e para auxiliar na perda de peso. Ele age em hormônios do intestino que regulam o apetite, o metabolismo e o controle do açúcar no sangue.Porém, o uso do Mounjaro pode, sim, aumentar o risco de gravidez em algumas situações. 1) Pode interferir na eficácia da pílula anticoncepcional O Mounjaro retarda o esvaziamento do estômago, principalmente no início do tratamento e quando a dose é aumentada.Isso pode fazer com que a absorção da pílula anticoncepcional seja menor, reduzindo sua eficácia. Por esse motivo, é recomendado: reforçar a contracepção nas primeiras semanas de uso ter atenção especial após ajustes de dose considerar métodos contraceptivos não orais, conforme orientação médica 2) A perda de peso pode aumentar a fertilidade Com a redução do peso e a melhora do metabolismo, muitas mulheres passam a: ovular com mais regularidade ter ciclos menstruais mais previsíveis aumentar naturalmente a chance de engravidar Isso é especialmente comum em mulheres que antes tinham ciclos irregulares, como aquelas com síndrome dos ovários policísticos (SOP). É importante lembrar que : O Mounjaro não deve ser usado durante a gravidez.Por isso, mulheres em idade fértil que utilizam esse medicamento precisam de orientação adequada sobre contracepção para evitar uma gestação não planejada. Sendo assim: O Mounjaro pode reduzir a eficácia da pílula anticoncepcional A perda de peso pode aumentar a fertilidade O risco de gravidez pode ser maior se não houver atenção ao método contraceptivo A orientação ginecológica é fundamental durante o uso do medicamento Informação é cuidado. Sempre converse com seu ginecologista para escolher a melhor estratégia para o seu momento de vida.

FDA: Implanon pode durar 5 anos, mas no Brasil ainda vale 3 anos
Uma dúvida que muitas mulheres me trazem é sobre o implante contraceptivo (Implanon / Nexplanon): por que nos Estados Unidos ele agora é considerado eficaz por até 5 anos, enquanto no Brasil seguimos orientando, oficialmente, até 3 anos? O que aconteceu lá fora? Nos Estados Unidos, a agência reguladora de medicamentos — o FDA (Food and Drug Administration) — atualizou recentemente as informações sobre o implante etonogestrel (também conhecido como Nexplanon, sucessor do Implanon) e aprovou seu uso seguro por até 5 anos para prevenção da gravidez. Isso aconteceu porque estudos recentes mostraram que o hormônio continua eficaz nesse período prolongado, sem aumento de risco de falha contraceptiva. E no Brasil? No Brasil, o implante contraceptivo disponível — geralmente chamado de Implanon NXT® — ainda tem registro e indicação aprovados pela Anvisa e incluídos nas diretrizes sanitárias com duração de até 3 anos. Isso significa que, de acordo com a bula brasileira e as normas vigentes, a recomendação oficial continua sendo que o dispositivo seja substituído após 3 anos. Por que essa diferença existe? Existem alguns motivos para essa diferença nas orientações: Regulação de cada país é independenteCada agência reguladora (FDA nos EUA; Anvisa no Brasil) analisa os mesmos dados científicos, mas pode ter critérios diferentes de avaliação, prazos e prioridades para atualizar indicações. Processo de aprovação toma tempoMesmo que existam evidências científicas de que o implante funcione por 5 anos, a Anvisa precisa receber, revisar e aprovar oficialmente esses dados antes de alterar a bula e as recomendações clínicas no Brasil. Esse processo pode levar meses ou até anos. 3. Segurança e responsabilidade médicaEnquanto não há atualização formal na bula brasileira, os médicos seguem a duração aprovada pela Anvisa para garantir que a orientação esteja totalmente alinhada com a regulação nacional, como medida de segurança e de boa prática médica. E o que isso significa para você? Isso não quer dizer que o implante “para de funcionar” exatamente no fim dos 3 anos. Algumas pesquisas sugerem que a eficácia pode continuar por mais tempo, mas a recomendação oficial no Brasil ainda é trocar o dispositivo após 3 anos para garantir a eficácia contraceptiva com segurança. Importante lembrar que cada mulher é única, e decisões sobre anticoncepção devem ser discutidas com seu(a) ginecologista levando em conta: sua saúde geral seus objetivos reprodutivos seu perfil hormonal hábitos e estilo de vida Em resumo Nos EUA, o FDA atualizou o tempo de uso do implante para até 5 anos com base em evidências científicas recentes. No Brasil, a orientação oficial segue sendo até 3 anos, de acordo com a Anvisa e a bula vigente. A diferença não é sobre eficácia médica, mas sobre diferentes processos regulatórios e momentos de atualização. A escolha do método contraceptivo é individual, cada paciente tem uma necessidade, é sempre importante a paciente ter conhecimento sobre o método escolhido. Informação é cuidado, converse com seu ginecologista.

Por que é mais difícil emagrecer após a menopausa?
Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo: “Doutora, eu como igual, faço o mesmo exercício, mas o peso não baixa mais como antes.”E isso não é falta de força de vontade. Existe uma explicação médica para isso. Após a menopausa, o corpo da mulher passa por mudanças hormonais importantes, especialmente a queda do estrogênio, e isso influencia diretamente o metabolismo. O papel dos hormônios O estrogênio ajuda a regular: o gasto de energia do corpo a distribuição de gordura a sensibilidade à insulina Com a diminuição desse hormônio, o organismo tende a: gastar menos energia em repouso acumular mais gordura, principalmente na região abdominal ter mais dificuldade para usar a gordura como fonte de energia Perda de massa muscular Com o avanço da idade e a queda hormonal, ocorre uma perda natural de massa muscular.E o músculo é um dos principais responsáveis por queimar calorias. Menos músculo significa metabolismo mais lento, mesmo mantendo a mesma alimentação. Resistência à insulina Após a menopausa, muitas mulheres desenvolvem maior resistência à insulina, o que favorece: acúmulo de gordura mais dificuldade para emagrecer maior risco de diabetes Sono, estresse e cortisol Alterações no sono, comuns nessa fase, aumentam o cortisol, o hormônio do estresse.O cortisol elevado facilita o ganho de peso, principalmente abdominal, e dificulta o emagrecimento. Emoções e rotina A menopausa também é um período de grandes mudanças emocionais e sociais. Ansiedade, cansaço e sobrecarga podem interferir na alimentação, no sono e na constância dos exercícios. O que pode ajudar? Apesar das dificuldades, é possível emagrecer após a menopausa, com algumas estratégias: alimentação equilibrada, rica em proteínas exercícios de força para preservar massa muscular sono de qualidade controle do estresse avaliação médica individualizada em alguns casos, terapia de reposição hormonal, quando bem indicada Emagrecer após a menopausa é mais difícil porque o corpo muda — não porque a mulher falhou. Com informação, acompanhamento e cuidado integral, é possível recuperar saúde, energia e autoestima. Cuidar do corpo nessa fase é um ato de respeito consigo mesma, converse com seu ginecologista.

Mitos e verdades sobre a Terapia de Reposição Hormonal (TRH)
A Terapia de Reposição Hormonal ainda gera muitas dúvidas e medos. Isso acontece porque, por muitos anos, circularam informações incompletas ou distorcidas. Vamos esclarecer os principais mitos e verdades de forma clara e responsável. Vou elencar os “TOP” 7 mitos mais comentados no consultório: Mito: TRH é só para quem está na menopausa Verdade: A TRH pode ser indicada antes da menopausa, na fase chamada perimenopausa, quando os hormônios já começam a oscilar e os sintomas aparecem, como alterações de humor, insônia, ondas de calor e irregularidade menstrual. Mito: Toda mulher que faz TRH vai engordar Verdade: A TRH não causa ganho de peso por si só. O que acontece é que, com a queda hormonal, o metabolismo desacelera e a distribuição de gordura muda. Quando bem indicada, a TRH pode até ajudar a manter composição corporal, massa muscular e qualidade de vida. Mito: TRH causa câncer Verdade: A relação entre TRH e câncer depende de tipo de hormônio, dose, tempo de uso e perfil da mulher. Hoje, com esquemas modernos, individualizados e bem acompanhados, a TRH pode ser usada com segurança em mulheres selecionadas, respeitando indicações e contraindicações. Mito: Hormônio bioidêntico não tem risco Verdade: Mesmo hormônios bioidênticos têm riscos se usados de forma inadequada. “Bioidêntico” significa que o hormônio é igual ao natural do corpo, não que seja isento de efeitos colaterais. A segurança está no uso correto e no acompanhamento médico. Mito: TRH deve ser usada para sempre Verdade: Não existe um tempo fixo para todas. A duração da TRH deve ser avaliada individualmente, levando em conta sintomas, benefícios, riscos e a fase da vida da mulher. Revisões periódicas são essenciais. Mito: Quem tem útero não pode fazer TRH Verdade: Mulheres com útero podem e devem fazer TRH quando indicada, desde que o estrogênio seja associado a um progestagênio, como a progesterona ou o DIU Mirena, para proteger o endométrio. Mito: TRH é apenas estética Verdade:A TRH vai muito além da estética. Ela pode ajudar a: reduzir fogachos melhorar sono e humor aliviar ressecamento vaginal proteger ossos melhorar qualidade de vida Em resumo: A Terapia de Reposição Hormonal não é vilã nem solução mágica.Ela é um tratamento médico que, quando bem indicado e acompanhado, pode trazer muitos benefícios para a saúde e o bem-estar da mulher. Cada mulher é única. Informação, escuta e acompanhamento são a base de uma TRH segura e eficaz.
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